segunda-feira, 11 de março de 2019

Manifestações (feministas) pelos direitos das mulheres




Este fim de semana tivemos várias manifestações, desde o dia da mulher, por todo o país, pelos direitos da mulher. E muito bem. 
Dito assim qualquer pessoa minimamente equilibrada concorda, assim como eu. O que eu já não concordo é quando um individuo, uma identidade ou um grupo se manifestam com uma agenda política por trás. 
Acho muito bem que se manifestem contra o preconceito, a violência doméstica, violência laboral, a precariedade laboral, contra as desigualdades sociais, isso sim, é o que realmente importa. Mas também convém por os pontos nos I`s.
Reivindicar tudo isto está muito bem. Agora, igualdade de género? Igualdade salarial? 
Pergunta: Desde quando é que o "género" define competência? 
Que se saiba, não é o facto de se ser Homem ou Mulher que nos diz se uma pessoa é competente. Mas sim a vontade, aquilo que temos para mostrar, a entrega, lutar em progredir profissionalmente, estar aberto para aprender, etc. Estas são só algumas características que o mercado procura. 
E dizer que as mulheres recebem menos que os homens somente por serem mulheres, por causa do "género", isso é do mais hipócrita que existe. Não só pelas razões já referidas, como pelo facto de usar apenas o sexo feminino como razão para a desigualdade salarial.
O género é apenas UMA de VÁRIAS razões que levam à desigualdade salarial. 
Se bem que qualquer trabalho, identidade ou empresa que queira ter sucesso, procura sempre e antes de mais, todas as razões e competências necessárias para atingir os seus objectivos, não estão preocupados em ver se é homem ou mulher.  
Mas as feministas nunca fazem estas pesquisas, como verificar outros factores que levam inevitavelmente à chamada "desigualdade salarial", tal como, a idade, ocupação, interesse, personalidade, horas de trabalho, entre outros.
Ou seja, dizer que a desigualdade salarial existe por causa do "género", está errado. Aliás, nem o sexo masculino nem o feminino determinam sucesso no trabalho, mas sim a inteligência e a consciência.
Por isto é que eu sou contra estas manifestações, com um interesse político camuflado, não fossem os partidos políticos que as apoiam. Sim, porque isto é somente para angariar votos junto destas minorias que se vitimizam por tudo e por nada, e com estas manifestações, a meu ver, estão a prejudicar sim, as verdadeiras vítimas de agressões, assédios e outros abusos, que depois podem ser associadas a esta nova "ordem feminista".
Para além das razões já referidas, há outras que me levam também a discordar destas manifestações.
Estive à espera de ouvir uma palavra das feministas, em prol dos direitos das mulheres no Irão, no Paquistão, na Síria, no Iraque, no Afeganistão, na Palestina, na Arábia Saudita, na Argélia, no Iémen, na Somália, para dizer alguns, e não houvi nada. Zero.
Também não ouvi nenhum jornalista perguntar a nenhuma feminista, qual a sociedade mais livre e com melhores condições, principalmente para as mulheres, do que a sociedade Ocidental. Gostava de saber.
Em que melhor sociedade, podem as mulheres escolher o seu parceiro sexual ou mesmo assumir livremente a sua orientação sexual? 
Em que melhor sociedade, podem as mulheres escolher a sua religião, estudar, trabalhar, circular, pensar e falar livremente?
Pois é, parece que vistas as coisas, é a nossa, a sociedade Ocidental.
Mais. Estas manifestações, com os valores digamos, trocados e baralhados, onde todas as mulheres são vítimas deste "mundo machista", para além de só prejudicar as verdadeiras vítimas, também não têm consideração nenhuma por todas as mulheres bem sucedidas.
Porque quem nos quer convencer que as mulheres são "oprimidas" na nossa sociedade, então só mostram, mais uma vez, que não fazem a pesquisa certa antes de se manifestarem, e com isso, acabam por desprezar as mulheres. 
Sim, as mulheres. Porque na visão destas activistas, as mulheres de sucesso não interessam. Arquitectas; Advogadas; Psicólogas; Médicas; Enfermeiras; Engenheiras; Jornalistas; Apresentadoras; Actrizes; Cantoras; Pintoras; Escritoras, e em todas as áreas onde uma mulher tenha triunfado, não interessa para as contas desta nova "ordem feminista".
Resumindo: Quando vir uma manifestação em prol dos direitos das mulheres, igualdade de oportunidades, contra o preconceito, a precariedade laboral, a violência doméstica e laboral, as desigualdades sociais, aí sim, aplaudirei.
De resto, toda a gente, Homem ou Mulher, tem de fazer exactamente o mesmo, trabalhar.      

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